Como gerar dados de teste (mock data) realistas para desenvolvimento
Monte um schema, gere milhares de linhas com nomes, CPF, e-mails e datas fictícios e exporte para SQL, JSON ou CSV, sem expor dados de clientes reais.
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Por que não usar dados reais
Copiar dados de produção para o ambiente de desenvolvimento é tentador, mas espalha informações de clientes por máquinas, repositórios e backups menos protegidos, aumentando o risco de vazamento e a exposição ao que a LGPD exige. Dados fictícios evitam o problema: parecem reais para a aplicação, mas não pertencem a ninguém.
O que faz um bom dado de teste
- Realista: nomes com acento, e-mails, CPFs com dígitos verificadores válidos e cidades de verdade fazem as validações e a interface se comportarem como em produção.
- Variado: textos curtos e longos, números pequenos e grandes, e alguns valores em branco para exercitar o tratamento de nulos.
- Em volume: paginação, filtros e ordenação só mostram problemas com centenas ou milhares de linhas.
- No formato certo: datas em ISO 8601, valores monetários e identificadores no padrão que o sistema espera.
Passo a passo no gerador
- Abra o Gerador de Mock Data e reproduza as colunas da sua tabela ou do seu JSON com Adicionar campo. Se preferir, comece por um template.
- Escolha o tipo mais próximo do dado real de cada coluna e renomeie para bater com o seu modelo.
- Ajuste as opções pela engrenagem (faixa de números, formato) e defina uma probabilidade de valor em branco nas colunas que aceitam nulo.
- No cartão Geração, escolha a quantidade de linhas e o idioma dos dados (ao lado da quantidade).
- Clique em Gerar dados, confira na aba Tabela e baixe no formato de que precisa.
Relacionando campos
Alguns tipos existem para deixar os dados coerentes entre si:
- Sequência: números crescentes (1, 2, 3...), ideais para chaves primárias previsíveis.
- Lista Personalizada: sorteia entre valores que você define, como status
ativo,pendenteecancelado. - Fórmula: combina campos anteriores, por exemplo
{{primeiro_nome}}.{{sobrenome}}@empresa.com. - Campo de Referência: repete o valor de outro campo, útil para colunas duplicadas ou chaves estrangeiras simples.
Ordem importa
Fórmula e Campo de Referência só enxergam campos que aparecem antes deles na lista. Arraste os campos pela alça para reordenar.Qual formato usar
- SQL: comandos INSERT para popular um banco de desenvolvimento.
- JSON: mock de respostas de API e fixtures de testes de front-end.
- CSV: importação em bancos e planilhas (Excel, Google Planilhas).
- JSON Lines: um objeto por linha, comum em importações em massa e pipelines de dados.
- TypeScript e JavaScript: exportam a constante
mockData(no TypeScript, com o tipo), prontas para importar nos testes. - YAML e XML: fixtures de configuração e integrações que ainda usam XML.
Boas práticas
- Exporte o schema em JSON (menu de opções do schema) e guarde junto ao projeto: qualquer pessoa do time recria a mesma estrutura.
- Para testes automatizados que precisam de resultado previsível, use um arquivo gerado uma vez e versionado, em vez de gerar novos dados a cada execução.
- Rode também com dados "chatos": nomes longos, campos vazios e valores nos limites da faixa. É onde os bugs aparecem.
Perguntas frequentes
O CPF gerado é válido?
Ele tem os dígitos verificadores corretos, então passa em validações de formato, mas é gerado aleatoriamente e não pertence a uma pessoa real. Use apenas em testes e nunca em cadastros ou situações reais.
Posso usar os dados gerados em produção?
Não é o objetivo. Os dados servem para desenvolvimento, testes e demonstrações. Eles são fictícios e aleatórios, sem relação com pessoas ou empresas reais.
Como gerar dados em português?
O idioma padrão é Português (Brasil), com nomes, cidades e endereços brasileiros. Para trocar para English (US), use o seletor Idioma dos dados, no cartão Geração, ao lado da Quantidade, logo acima do botão Gerar dados.
Como repito exatamente o mesmo conjunto de dados?
Cada geração é aleatória. Para um conjunto fixo, gere uma vez, baixe o arquivo e versione junto ao código dos seus testes, ou exporte o schema em JSON para recriar a estrutura depois.
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